
Seria porventura redundante falar aqui dos princípios da transparência das decisões administrativas e da aproximação do poder exercido ao poder que o legitima.
Aqui há uns tempos, se a memória não me atraiçoa, o vereador Breda Marques propôs em reunião de Câmara que todas as reuniões do Executivo fossem abertas ao público. A proposta, ao que julgo saber, tinha o fim acima indicado: aproximar os munícipes do centro de decisão de todas as medidas que directa ou indirectamente os afectam.
À data a proposta colheu a unanimidade dos Vereadores e Presidente e revestia-se de seriedade, numa Câmara que é conhecida por ter portas demasiado pesadas e foscas aos olhos do exterior. Costuma dizer-se que, quem não deve não teme.
Mas porque troca-tintas há-os de todas as cores, formas e feitios, logo houve um volte face, pelo simples motivo de que um Ilustre Magistrado nosso conterrâneo resolveu expor uma opinião, e só uma opinião, onde aventava a ilegalidade da medida.
Mas perguntamos nós: onde andam os diversos juristas da Câmara numa situação destas? Se a medida era ilegal, porque não emitiram um parecer sobre a matéria? Ou será que houve parecer mas em sentido contrário.
Como compreendem, por falta de formação naquela específica área, não me pronuncio sobre a legalidade da anteriormente decidida abertura de portas. A única verdade que deverá subsistir é que a medida visava abrir janelas, quando outros fecham portas, à maior participação cívica na dinâmica do concelho.
O envolvimento dos munícipes não pode somente ficar pela leitura das actas num vão de escada, sendo-lhe vedado o acesso áqueles que não são mais que a voz e a consciência da soberania popular.
Ave Caesar
9 comentários:
Boa Gaius.
Agora afinaste o diapasão...
ahahahahaah
Câmara escura!
Como é a que a esta distância te foste lembrar disto???? É para te redimires???!!!
Andas a ler os recados do conta-corrente...
Só provas que andas atento.
Não tens o minimo de credibilidade...
Dás uma no cravo e outra na ferradura.
Pronto...lá lavaste as mãos.
Deixem-se de guerrinhas caseiras, próprias de adolescentes e vamos ao que interessa:
- Chamar-lhe fosca é de muito optimismo. Digam-me só como é que estamos de discussão pública do PDM e vários outros planos por aí declarados?
Como estamos de Viveiros Florestais? Como estamos de Mata do Bussaco? Como estamos de Cine Pampilhosa? Como estamos de Centros de Saúde do Luso e de Barcouço? Fiquemos por aqui que é Natal.
Digam-me que eu não consigo ver. Para mim não é fosca, é opaca.
Caros amigos,
Andam "de mão dada" connosco há tantos meses e ainda não conhecem a nossa linha?
Entendei duma vez, aqui não há filhos nem enteados. É tudo uma questão de oportunidade. Quem quiser colar-nos um qualquer rótulo ou preferência clubística estará sempre redondamente enganado.
Feliz Natal
Gaius erectus
Mai nada
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