sábado, 3 de novembro de 2007

confessions of a dangerous mind


Gripe... é uma gripe terrível que me atirou para os lençois depois dum beatíssimo Dia de Todos os Santos.
Acordei este Sábado como se o Céu me tivesse caído em cima. A Fanfarra ribombava na minha cabeça, os olhos lacrimejavam, o nariz teimava em querer sufocar-me.
Mas o vício informativo é mais forte que a pior das maleitas e resolvi ir comprar os Semanários, arrastando os meus ossos até à "Côte D`Azur".
Lá chegado sentei-me e, instintivamente, olhei ao redor.
Olho a mesa ao lado e vejo um sujeito com cerca de 60 anos, bem composto e sorridente. Pensei para os botões do meu jersey "Ainda bem que há indíviduos que irradiam felicidade"
Mas olhando melhor, reconheci aquele alegre homem. Nem mais nem menos que Alcides Branco!
" Que diabo... que fará sorrir o homem? Não vai ele ter uma Manifestação à porta dentro de poucas horas?"
Foi então que me lembrei de todos aqueles compêndios de telepatia que li avidamente nos anos 60 e que agora podiam mostrar-se de imensa utilidade.
"Vou perscrutar a mente do Alcides e descobrir a razão de tanta alegria!"
Olhei-o fixamente e, em menos de dois minutos, tive acesso à informação que os políticos do concelho tão avidamente têm procurado.
Alcides Branco - " Ah manifestações... manifestações!! No meu tempo de jovem socialista é que eram a sério!
Isto hoje vai correr muito bem. Já acordei com os transportadores que hoje quero lá à porta um comboio de camiões. Os jornais têm que pensar que a minha "pocilga" é uma empresa que não pára.
Conhecendo os políticos como conheço, sei que vão lá estar todos. Não vão perder a oportunidade de aparecer na fotografia como os defensores do ambiente mesmo sabendo eu que se estão a c*****para os maus cheiros e para as gorduras que vou continuar a despejar no rio. E depois, como andam preocupados com as suas guerrinhas de capoeira, vão é tentar fazer tropeçar o próximo.
Até parece que estou a ver o Marqueiro à espera que a população enxovalhe o Cabral por ele pouco fazer - quando o próprio também nada fez para me desagradar quando por lá andava.
Com os do PSD também pouco tenho que me preocupar. O Breda tomou a iniciativa de ir ao "chiqueiro" fingir-se preocupado. Aquele rapaz enfermeiro, que fala muito bem, também se mostrou muito preocupado. Ora, a mim bastou-me dizer-lhes que ficava sensibilizado com a visita, que eram ambos muito importantes para o concelho e que o assunto iria ser resolvido numa penada. Coitados! E não é que saíram de lá todos inchados a acreditar na história da carochinha!
Bem... mas para que aquilo corra mesmo bem, tenho que criar um número de circo. Embebedo dois ou três trabalhadores e mando-os vociferar e cuspir no Cabral quando os jornais e as televisões estiverem atentos. Até aproveito o momento de distracção para fazer uma descarga diurna da "trampa" que produzo.
Mas brilhante, brilhante era beber a água do rio!
F******, mas era capaz de morrer logo ali. Até que me ficava bem... mártir por amor ao negócio. Má ideia. É melhor ser o rapazito que tenho lá em casa a fazer o malabarismo. Sempre é mais ágil e pode deitar a água fora quando o "Gordo" tentar assentar um sopapo no Cabral, com o Marqueiro a sorrir a três metros de distância."
Eh pá... mas eu tenho que dizer alguma coisa para calar os gajos..."
De repente vira-se para mim e pergunta: "O meu amigo queira desculpar, mas sabe quais foram os números do Euromilhões?"
Eu, lívido, com receio que o homem tivesse descoberto os meus poderes telepáticos só balbuciei "Olhe... só me lembro do 19",
enquanto pagava e zarpava de novo para casa.
Entretanto, ainda aqui estou na minha santa ignorância sem saber o que por lá se passou.
Ave Caesar

14 comentários:

Anônimo disse...

caro Gaius, na volta muda-se o cheiro mas a m**** é a mesma. O Marqueiro, na sua terra (que o adoptou) fez crescer uma Vacaria a 100m da Fonte de Sto António na Antes. Foram feitas diversas manifestações e o resultado foi algumas personalidades da Antes ainda irem parar ao tribunal. Mais tarde aprovou a pocilga do monte junto ao rio Cértima entre a Antes e o Cardal (de onde vêm os maus cheiros para a Mealhada). O reultado, é uma fonte inútil, com a água completamente poluída de colónias incontáveis de coliformes fecais, autentico veneno para quem ouse beber dessa água. Ainda enquanto presidente da Câmara, acumulando o pelouro da cultura d CMM, mandou construir a ponte entre a Antes e o Cardal. Até aqui tudo bem não fosse o caso de ter mandado deitar abaixo a ponte de arco romana que existia nesse local, não tendo sequer consultado o IPAR, uma vez que essa ponte se encontra descrita como património histórico no Concelho. Está relatado no arquivo do Mosteiro da Vacariça, uma vez que a estrada que aí existia, tinha origem na ligação entre Conimbriga e Bracara Augusta.

Gaius Germanicus disse...

Caro cuscus novergicus,
Acredite que as pocilgas do Cardal serão o próximo cavalo de batalha. Estranha é a passividade com que os Mealhadenses colaboram com estes verdadeiros atentados ambientais sem nada fazerem para acabar com eles.
Será que o odor além nauseabundo terá propriedades alienadoras?
Obrigado pelo contributo e aguardamos que se revele mais que a pequena ponta do icebergue de certos e determinados interesses.

Ave Caesar

Anônimo disse...

E parece que o Cabral esteve perto de levar no nariz...

Anônimo disse...

Tenho passado algumas vezes por lá e nunca tinha visto tanto camião à porta da fábrica, como no dia da manif.
Ainda hoje, por curiosidade, passei por lá às 15.40h e só vi um. A ser pesado na balança da fábrica.
Não há dúvida que o Alcides Branco se preparou muito bem para esta situação. Com cenário e encenação incluído.

Anônimo disse...

A conclusão que tirei foi a de que o Alcides Branco sabe mais a dormir do que os políticos que lá estiveram, todos juntos e acordados, ou ,mais uma vez as pessoas foram usadas para dar corpo a uma feira de vaidades.

Anônimo disse...

Talvez seja verdade, mas também é certo que Alcides Branco começa a ter cada vez menos espaço de manobra.
E 19 de Novembro é um prazo curto que não lhes dará tempo para respirar. Qualquer desculpa nova tirará o pouco valor que as suas palavras ainda possam merecer.
E não devemos esquecer que foi uma promessa assumida publicamente perante meios de comunicação com projecção nacional.
Aguardemos serenamente e não nos precipitemos a julgar o sucesso ou não desta manif.

Anônimo disse...

Apoiado Jerico.

Anônimo disse...

Data de aprovação da vacaria na Antes-Maio de 1981

Data de aprovação da pocilga da Soacorgo-Dezembro de 1988

Data de tomada de posse do Marqueiro na CMM-3 DE Janeiro de 1990.

Conclusão- Mais depressa se apanha
um mentiroso do que um coxo,mesmo que seja Cuscus Novergicus.

Anônimo disse...

A ponte segue dentro de momentos.

Anônimo disse...

Vamos á ponte.
É falso que aquela pequena ponte fosse uma ponte romana,quando muito a forma do seu arco era de "arco romano",o que é muito diferente.Mais posso afirmar que foi uma entidade pública-GAT COIMBRA-quem fez o projecto após as devidas consultas ás entidades públicas com superintendencia na conservação e manutenção de valores culturais.
Mantenho a precaridade do mentiroso
manipulador da verdade.

Anônimo disse...

E o aborto da Quinta da Nora, dr Marqueiro?
Também foi o Manuel Joaquim?
Ou terá sido o padeiro da Pampilhosa?

Anônimo disse...

A urbanização da Quinta da Nora foi da responsabilidade dum executivo chefiado pelo Rui Marqueiro,e essa urbanização não é nenhum aborto em minha modesta opinião.Mereceu aprovação de quem de direito,Governo incluido.O sr anónimo não gosta,paciencia.

Anônimo disse...

Opinião modestíssima.
Mas não se preocupe porque o gosto pode sempre educar-se.

Anônimo disse...

Eduque-se então,meu caro.