
Quantas vezes não nos questionámos sobre os adventos da História e sobre o que teria sido diferente se determinados eventos tivessem tido um epílogo ou personagens diferentes.
A 7 de Novembro (na altura a Rússia seguia o calendário Juliano que marcava 25 de Outubro) - deste ano "comemorar-se-ão" os 90 anos da revolução bolchevique.
Para uns, a Revolução Russa foi o acontecimento mais relevante do séc. XX europeu ou mesmo mundial. Foi o início dum novo e até então desconhecido sistema político alternativo às democracias liberais cuja génese foram as Revoluções Francesa e Norte-Americana.
Para outros, nos quais me incluo, foi o acontecimento percursor da barbárie em que se tornou todo o séc. XX.
Imaginemos que a Revolução Russa não teria sido conduzida por Lénine e, posteriormente, por Estaline, dois reconhecidos torcionários, mas por um ideólogo e menos bárbaro Trotsky. Ter-se-ia a a Rússia transformado num estado totalitário? Teriam emergido os regimes fascistas alemão e italiano, fruto essencialmente do receio da ameaça comunista?
Ou, em última instância, teria sido evitada a II Guerra Mundial, a destruição da Europa, os milhões de mortos, as descolonizações patrocinadas pelos dois blocos que conduziram às tragédias humanitárias que ainda hoje se sentem?
Meras reflexões para os saudosistas.
Ave Caesar
13 comentários:
Come vês Gaio, estes assuntos não interessam a ninguém.
Se querias um blog sério, não admitias o escárnio e mal dizer.
Olha para mim incomodado!!
Ave Caesar
E que tal mostrar que também sabe pensar? E que tal dissertar ou opinar sobre o post?
Será demasiado para si?
Ave Caesar
Pois Gaius, se a minha avó não moresse ainda hoje era viva...
Dissertar sobre meras hipóteses é muito fácil mas a vida dos povos não se faz de teorias mas é o resultado da sua luta diária.
Em parte concordo o anónimo anterior (o da hora da cinderela); penso que o fazer o exercício penoso do "e se" não nos leva a lado algum, pelo menos nestas coisas. Não vou por-me aqui a defender políticas totalitárias, mas é bom ter mais calma em colocar lenine e estaline no mesmo saco e na sua relação com o guia espiritual do Louçã. Também seria de ter alguma serenidade quando se fala de liberalismo (quando opõe a rev francesa ao comunismo russo), porque o liberalismo foi, inicialmente e durante algum tempo, apanágio da esquerda. A diferença (e, em parte, a sua semelhança!) entre as revoluções, a francesa e bolchevique, não reside aí. Acresce ainda dizer que estamos, nesta altura, em 1917 e o mundo ocidental não era propriamente um mar de rosas; é que parece que, de repente, o gaius quer dizer que o grande papão e culpado da barbárie do séc. XX é do comunismo russo, fazendo tábua rasa de todo o contexto de então! Estamos na "noite das bruxas", mas não exagere!
De onde vinhas a estas horas lua????
Ainda ninguém falou do breda?
Estou admirado.
O carlos e o jorge devem ter ficado a dormir.
Boa tarde Dr. Rui Marqueiro.
Meu caro Gaius não conhece o episódio de Cronstadt?Trotsky e o "seu" Exército Vermelho chacinaram milhares de marinheiros revolucionários;aconselho-o vivamente a ler "Foi Assim" de Zita Seabra,lá verá o que é o centralismo "democrático" e as perversões politicas a que tem levado em todas as experiencias "socialistas".O pior do ideário marxista-leninista-trotskista é assentar numa falácia pretensamente cientifica chamada de
materialismo dialéctico,que a vulgata leninista-trotskista transformou na imbecilidade da ditadura de uma dúzia de burocratas
dita de "ditadura do proletariado".
Trotsky era tão visceralmente ditador como Lenine e se chegado ao poder supremo,talvez identico ao tresloucado Estaline,que tentou matar a própria sombra.De qualquer modo gostei do seu post,parabéns.
As catarses dos traumas políticos de Zita Seabra não devem ser lidas como uma leitura imparcial e objectiva (já sei, não há leituras imparciais e objectivas no seu sentido puro, mas falo daquele ponto possível que permite alguma credibilidade científica dos factos). SE me encontrar um historiador ou politólogo que seja isento de empatias, terei todo o gosto de discutir consigo; porque, assim, vai obrigar-me a atirar uma quantidade de nomes, também eles não imparciais a este nível, a refutar o que acabou de dizer e não chegamos a lado algum.
Caro gaius, para quando uma análise dos ditadores actuais e dos seus amigos democráticos, como, por exemplo, o Eduardo dos Santos e a amizade íntima como Durão Barroso ou a de Soares com o Chávez?
Ai, ai... os 10 dias que abalaram o mundo.E depois o Staline quantos é que matou?
A revolução bolchevique foi o início de uma das maiores ditaduras da história. Há dúvidas?
Nenhumas,absolutamente nenhumas.
Isto não absolve outras ditaduras de sinal contrário(a Lua tem muita razão quando aponta alguns nomes de ditadores cleptócratas)do mesmo modo que falei sobre a ditadura comunista,falo também da horrenda barbárie nazi,do imperialismo pepsodent americano(talvez por isso ainda mais perigoso),do caudilhismo assassino espanhol e portugues,das miseráveis ditaduras
africanas e latino americanas.
A única vantagem politica que reconheço ao comunismo,foi a possibilidade que deu ao mundo durante 70 anos de não ter de viver com a ameaça de uma única superpotencia mundial,realidade que paece querer findar e daí o nervosismo americano e o seu rol de atrocidades,melhor genocídio no Iraque,e sabe-se lá amanhã no Irão.
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