segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O americano tranquilo



O nosso imaginário de infância está pejado de mitos. Figuras irreais de heróis duros, pragmáticos, pouco fluentes mas de expressões inigualáveis em simplicidade e eficácia.
John Wayne, que este ano faria 100 anos, era um deles.
Dele recordamos diversos ícones cinematográficos - "Stagecoach" (1939); "Fort Apache" (1948); "Red River" (1948); "Rio Grande" (1950); "Rio Bravo" (1959); "The Man Who Shot Liberty Valance" (1962) e o meu favorito "The Shootist" (1976).
Dele díriamos ter representado o arquétipo da sua brava Nação. Um país feito por homens rudes onde a pistola era a lei.
Diria, Wayne foi brilhante porque se representou a si próprio. Em diversos filmes a personagem fundia-se com o intérprete e em "The Shootist", por sinal o seu último filme, "John Books", encarnava o sobrevivente dum mundo que já não reconhecia. O velho Oeste da primeira metade do séc. XX, da integridade dos homens que havia desaparecido.
Neste filme, John Wayne vivia também os seus últimos anos, corroído por um cancro que o conduziu ao Olimpo das estrelas em 1979.
A América mudou, mas os valores que fizeram a Nação perduram na memória do americano tranquilo.
Ave Caesar

4 comentários:

Anônimo disse...

A que americano tranquilo se refere? Ao branco capitalista, ao negro ou ao índio?

Anônimo disse...

Isto deve ser fruto da época. A nostalgia por vezes também faz bem. Estes são sem dúvida assuntos que poucos gostam de comentar, mas na sequência do post anterior, diria que o único americano tranquilo é o índio.
Que Manitou desça sobre vós (des)crentes no futuro risonho para o mundo, a verdade é que o fosso entre os ricos e os pobres aumenta diariamente em Portugal, conforme tem sido referênciado ultimamente nos jornais, pagamentos de dívidas de milhões, pedão de outros milhões, que aos olhos desses parecem migalhas, mas que o comum dos mortais é algo apenas no imagirário (como euromilhões),q ue nos deixa a pensar se realmente faz sentido toda esta "guerra" de que me deixei à bastante tempo, entre partidos locais, e mais grave, entre indivíduos do mesmo partido.
A luta pelo poder local (minusculo na escala nacional) deve ser levada a cabo por homens e/ou mulheres de carácter, que não prometam mundos e fundos, assentes na realidade, conhecedores das necessidades reais das populações do concelho.
Provavelmente, alguns dos que aqui se apresentam como grandes políticos, não passam de "pseudo", que nunca tiveram uma acção caridosa. Quantos de vós já participaram em campanhas de angariação de fundos de apoio a vítimas?
Quem de vocês conhece a realidade cultural do concelho?
Quem de vós colabora activamente em grupos de teatro, de jovens ou em colectividades de apoio social, como grupos sócio-caritativos?
Quantos de vocês conhecem verdadeiramente a vossa terra?
Pensem nisso, e talvez o americano tranquilo aqui referido, seja a figura do passado, revista hoje, naquilo que será o futuro.

Anônimo disse...

Então a Escola Secundária de Mealhada foi a pior classificada do distrito de Aveiro?!
Deve ser por causa da interioridade.
Fiquei agora a saber que a Mealhada é mais interior do que Castelo de Paiva, Arouca e todos os outros concelhos de Aveiro.
Mas que interessa isso? Continuemos a sambar.

Anônimo disse...

Caro adolfo soares, o problema não é só local, mas nacional. Vá perguntar a alguns políticos nacionais qual foi o último filme que foi ver ou peça de teatro ou, algo mais prosaico, como quanto custa um quilo de arroz e um pacote de leite. Acredite-me, iria ter muitas desilusões e, no entanto, são eles mais do que estes, políticos no portugal dos pequenitos, que nos governam.
Uma ressalva: não pode assegurar que quem por aqui anda a comentar, sob nicks, não tenha todas essas intervenções a nível local.
Quanto ao resto: em total acordo consigo (incluindo o da classificação das escolas, que no entanto deve ser lido de modo muito sério, com todas as coordenadas necessárias para a leitura das estatísticas).