
Teve início esta semana na RTP um recomendável programa da autoria do veterano da televisão Joaquim Furtado - A Guerra Colonial.
Volvidos 33 anos sobre o fim do conflito, é tempo de exorcizar os fantasmas até agora adormecidos. A relação de Portugal com este conflito foi até agora silenciosa. Um silêncio condoído mas que não disfarça os traumas sofridos por milhares de portugueses, angolanos, guineenses... Um conflito que deixou cicatrizes permanentes, mas que três décadas depois necessita da sua catarse, a sua terapia psiquiátrica. Enfrentá-la, dissecá-la, ouvir ambos os lados, conhecer as motivações, angústias e desespero de quem nunca a esqueceu. Apenas a colocou num lado escuro da mente que teima sempre em ressurgir.
Este excelente documentário teve início no seu fim. O fim do conflito, retratado numa conversa entre Amadu Embaló, comandante do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) em 1974, e Fernando Peixinho Cristo, à época Capitão Miliciano.
Ambos recordam uma emboscada no norte da Guiné Bissau no dia 27 de Abril de 1974, uma batalha que «simboliza o último acto de uma guerra que começara em 1961».
Ambos recordam uma emboscada no norte da Guiné Bissau no dia 27 de Abril de 1974, uma batalha que «simboliza o último acto de uma guerra que começara em 1961».
O inferno começou em 1961. Portugal conheceu em 15 de Março desse ano o horror a que tinha sido poupado na II Guerra Mundial. A UPA inicia a sua ceifa de terror no norte de Angola.
As imagens de arquivo que ilustram a matança de Março são chocantes. Terrivelmente reais. Corpos esventrados que jazem num chão de terra.
Documentos visuais chocantes, mas ao mesmo tempo preciosos em valor histórico e enquadrados com mestria e sensibilidade por Joaquim Furtado.
As imagens de arquivo que ilustram a matança de Março são chocantes. Terrivelmente reais. Corpos esventrados que jazem num chão de terra.
Documentos visuais chocantes, mas ao mesmo tempo preciosos em valor histórico e enquadrados com mestria e sensibilidade por Joaquim Furtado.
A Guerra Colonial atingiu a sua fase madura. É tempo daqueles que não a viveram a conhecerem, para também conhecerem Portugal.
Ave Caesar
6 comentários:
Um tema ainda muito difícil de tratar por quem a sofreu. Mas vamos a isso aqui mesmo nesta coluna de opinião, com opiniões diferentes concerteza, mas com respeito por todos.
Um tema muito mais importante do que a politiquice barata habitual.
Agora não me é possível mas mais logo dar-vos-ei o meu testemunho.
Paz á alma de Fernando Peixinho Cristo,já falecido.
E o Mineco no ultramar que era um senhor.
Oh desculpem afinal nao foi ele mas o irmao.
Ele nunca serviu mesmo para nada.
Quem andou lá por África a fazer cafuné às pretas foi o Breda Marques. Apanhou micose nos tomates, mas foi um valente guerreiro nas picadas da morte.
Micose ou esquentamento? Ai o Breda, seu grande macaco dentro de um machimbombo.
Afinal o Breda Marques é mesmo um herói.
Se já em 74 já fazia cafuné com as pretas em Angola começou mais cedo do que eu.
Devia ter uma estatua no Luso!
A mijar no projecto do Luso a cidade.
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