
Um determinado escritor escrevia em tempos, “a diferença entre a moral e a política está no facto de que, para a moral, o homem é um fim, enquanto que para a política é um meio. A moral, portanto, nunca pode ser política, e a política que for moral deixa de ser política.”
De alguns políticos diríamos serem fiéis devotos destas e doutras práticas, que também Maquiavel recomendava a Lourenço de Médicis: ser dissimulado, porém nunca deixando transparecer essa dissimulação. Publicamente deve exibir as suas “falsas” qualidades de piedade, fidelidade ao próximo, humanidade e integridade. Porém, nos bastidores ou coberto pelo escuro manto da noite deve dividir, trair, agir em contrário àquelas virtudes, moldando-se ao tempo e à necessidade para fazer jus à sua ambição.
Chamemos-lhes GATOS PARDOS, seres sem cor definida, a quem também servem caminhos ínvios para a conquista dum almejado poder. A esses gostaríamos de os erradicar mas, sendo difícil cair-lhes a máscara, ainda vão somando o apoio dos crédulos.
De alguns políticos diríamos serem fiéis devotos destas e doutras práticas, que também Maquiavel recomendava a Lourenço de Médicis: ser dissimulado, porém nunca deixando transparecer essa dissimulação. Publicamente deve exibir as suas “falsas” qualidades de piedade, fidelidade ao próximo, humanidade e integridade. Porém, nos bastidores ou coberto pelo escuro manto da noite deve dividir, trair, agir em contrário àquelas virtudes, moldando-se ao tempo e à necessidade para fazer jus à sua ambição.
Chamemos-lhes GATOS PARDOS, seres sem cor definida, a quem também servem caminhos ínvios para a conquista dum almejado poder. A esses gostaríamos de os erradicar mas, sendo difícil cair-lhes a máscara, ainda vão somando o apoio dos crédulos.
Aqui, onde muitos gatos ainda são pardos, ainda temos que concordar que "em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã." – Nicolau Maquiavel
Ave Caesar
5 comentários:
Poder-se-á dizer que és um gato pardo gaius?
Nem persa, quanto mais pardo.
Apoiado!
maquiavelico?
A relação entre moral e política sempre foi confusa, apesar de áreas humanas diferentes. Se é verdade que a política não se legitima na moral, a verdade, também, é que não raras vezes que utiliza o discurso moral para legitimar políticas (veja a confusão entre lei penal e moralidade,e.g.). Sem grandes delongas, penso, sobre esta relação, que a política só pode existir mediante critérios políticos; no entanto, esta política acontece num mundo, numa circunstância, onde enfrenta a moral, sendo esta, muitas vezes, aproveitada pelo próprio sistema político. Mas não é isso que diz a frase que transcreve de Baroja, com a qual não posso concordar.
A questão da transparência tem de ser lida no contexto e não aproveitada para fazer discurso moralista (vê?). Se o objectivo do sistema político (no caso, do Príncipe)é o poder (para ser bem ou mal usado, isso será outra discussão), então há que haver um véu, que separe o povo dos governantes, não para os enganar, mas porque muitas vezes o povo não tem condições para digerir o que se passa. Isto não significa que os governantes se devam calar perante o povo que os elege. Estamos numa democracia e, por isso, tem de existir um elevado grau de transparência, mas, não sejamos ingénuos, mesmo com o discurso da transparência haverá sempre coisas que não sabemos, que nos é vedado. Se assim não fosse, não faria sentido a representatividade política (com base na confiança - e só há confiança quando a transparência não é completa), nem faria sentido a diplomacia. ´Fernando Pessoa tem uma frase que diz :"Toda a sinceridade é uma intolerãncia. Não há liberais sinceros. DE resto, não há liberais.".
Tudo isto para dizer que na transparência a linha de fronteira entre dois despotismos (o tudo calar e "aparentemente" tudo dizer) é muito ténue e muito difícil gestão.
Mas, isto não tem nada, penso eu, que ver os gatos pardos: os gatos pardos são o cancro da nosso política, não porque não são transparentes, mas porque não sõa de confiança. E eles são tantos!
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