sexta-feira, 8 de junho de 2007

AS LUTAS DOS ALIADOS



Ao longo da História são diversos os exemplos de aliados que se transformam nos mais ferozes adversários.
Na Segunda Guerra Mundial ficaram famosas as disputas entre os generais Patton e Montgomery. Em Portugal, Mário Soares e Álvaro Cunhal que em Abril de 1974 ainda desciam a Avenida da Liberdade de braço dado, durante o PREC tornaram-se inimigos figadais.

No nosso pequeno burgo, temos recentemente assistido a fenómenos semelhantes. Pelo que me sussurraram da última reunião da Assembleia Municipal, as lutas pelo poder estão ao rubro. Os anteriores aliados tornaram-se hoje adversários, sendo que um é mais discreto que o outro. Se um se reservou a um estranho silêncio, o outro já traçou as directrizes e escolheu os protagonistas para, obviamente em sua representação, “liquidarem” o adversário.

Confesso, no entanto, que estranho a passividade com que o Presidente da Câmara tem lidado com este cerrado ataque. Aparentemente, só a Vice-Presidente se mostra incomodada com os acontecimentos. Estranho é também o Presidente da Câmara não ter sido alvo duma entrevista de fundo nos jornais concelhios e também ele ser confrontado com a hipótese da sua recandidatura. Não seria oportuno definirem-se os cenários?

Nos próximos tempos, esperamos que estas “insinuações” se tornem claras. Se da parte de Rui Marqueiro nos parece óbvio que pretende “regressar ao local onde foi feliz”, há um princípio no Partido Socialista que os autarcas eleitos, a menos que não o desejem, serão “recandidatáveis”. A palavra está do lado do actual Presidente.

Mas atenção, não é só no PS que o fenómeno da luta de egos ocorre. Estejam atentos porque outras “guerras”, noutros quadrantes políticos, nos irão ser reveladas e os protagonistas já começaram os preparativos.

Ave Caesar

Um comentário:

Anônimo disse...

Será?