
Eu que, por norma, sou um Imperador bem atento aos desmandos da República, não me consigo recordar do nome do actual Ministro da Justiça.
Cheguei, no entanto, à conclusão que, afinal, a falha de memória não existe porque quem não existe é o Ministro da Justiça. Ou se calhar não existe Justiça.
O sistema judicial português parece ferido de morte. Pela primeira vez permite que o princípio da separação de poderes não vigore neste pilar da democracia que devia ser a Justiça. O Primeiro -Ministro diz que não se intromete na questão, mas os seus Ministros não se coibem de falar de "espionagem política" quando se referem ao caso das escutas.
Esta forma de vil condicionamento da Justiça pode colocar Portugal à beira da calamidade e o futuro nada augura de bom. Há uma estratégia deliberada de confundir a população, de tentativa de desviar as atenções do cerne criminoso da questão em claro benefício para o Governo de Portugal.
Duma vez por todas esclareça-se: não houve escutas ao 1º Ministro mas ao arguido Armando Vara. Se das conversas de Vara com o 1º Ministro resultaram indícios que sustentam uma prática criminosa, acusem quem tiverem que acusar. Se não, divulguem as escutas para que não recaiam suspeitas sobre os visados. Se os arguidos e os Governantes se mostram assim tão chocados com as insinuações, porque não hão-de ser os primeiros a pedir a publicação das escutas?
Porquê? "Porque quem tem c* tem medo!". E essa é a única explicação para este verdadeiro Golpe de/do Estado ao regular funcionamento da Justiça.
Ave Caesar
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